Colaboradores

terça-feira, 19 de abril de 2016

      O ÓDIO E A IGNORÂNCIA UNIDOS PELA FALTA DE CARÁTER




                                          Bolsonaro e suas Asneiras cheias de seguidores, na votação 
                                                                                           do impeachment.


 
     Ontem, ao abrir o face me deparei com uma publicação com relatos de duas mulheres, professoras universitárias, brasileiras, como muitas de vocês, contando com riqueza de detalhes os horrores experimentados por seus corpos e suas almas em seções de torturas capitaneadas por um tal de "Ustra" e sua honrada equipe, defensores da moral e bom costumes, aplicando castigos, sim, apenas castigos. 

  Ao final da leitura, com um sentimento sei lá de que, pois é, ainda temos estômago e míseras gramas de dignidade, fui surpreendido com a pérola "levaram meus filhos para presenciar esse horror, duas crianças, um menino de 5 anos e um menininha de 4, assistindo seu pai e sua mãe ensanguentados, ele pendurado em um pau de arara e ela em uma cadeira molhada de urina, paro por aqui com o relato, já deu. Impossível não se comover com isso. 

  O que os defensores dessas atrocidades irão dizer "eles eram criminosos, sequestradores" ou "os fins justificam os meios", quem sabe outras frases mais absurdas ainda. Ora, criminosos devem ser identificados, julgados e condenados por leis estabelecidas pelas casas legislativas. Práticas como torturas, prisões arbitrárias, julgamentos sumários, pedras de toque, típicos de um regime de exceção como vivíamos devem ser observados com o olhar dos tempos de hoje, pelos cidadãos do hoje como a mais perversa face de um passado obscuro e monstruoso. 

  É louvável a população se levantar contra os desvios de governos, que eleitos foram para salvaguardar nossos direitos, mas, que na verdade nós retornam serviços públicos de uma qualidade ridícula, face a nossa imensa carga tributária, uma das maiores do mundo. Pedir um fim a tudo isso é legítimo, é palpável, mas, ocorre que esses nobres motivos não devem ser maculados por pedidos irresponsáveis de retorno à tempos tão sombrios como este sob pena de afundarmos de vez a esperança de um futuro mais digno para as gerações vindouras. Então meus nobres amigos, se as suas vozes são por transformações profundas na nossa sociedade, na postura correta que os agentes estatais devem adotar na administração do negócio público. Sim, eu consigo compreender o seu raciocínio. Agora, tais vozes não deveriam fazer eco a outras embebidas em ódio, loucura e doença mental. Diversos povos em diversos momentos históricos contaram com a presença desses agentes do caos e seus argumentos nefastos. Não precisamos experimentar o fel que gerações anteriores a nossa experimentaram, saibamos ouvir mesmo que de longe os choros e os gemidos dos "fantasmas".
Boa noite! Com carinho!

Marcelo dos Santos

Irajá - Rio de Janeiro - Brasil - América - hemisfério sul - planeta terra...

domingo, 3 de abril de 2016


 UMA CRIANÇA DE QUATRO ANOS

Boa tarde, neste domingo faz uma semana que morreu Ryan Gabriel, algumas considerações, entre ânimos exaltados, deveriam ter sido feitas:
-Quem morreu?
-De quem foi a culpa?
-Deviam ter reclamado com os Traficantes!!
-Quantas manifestações haviam?

    Não podemos esquecer que quem morreu, foi uma criança de quatro anos, não importa quem eram seus pais, quem morreu foi uma criança de quatro anos, não importa se os manifestantes quebraram estações, depredadores do patrimônio público devem ser presos e pronto, nossos corações ficaram tão endurecidos, que não nos choca a morte de uma criança de quatro anos, num domingo de Páscoa, sabendo ainda que, saíram da boca de cristãos palavras como: "Bem feito!!", "Filho de Traficante", "Ele matou tantos, agora perdeu o filho dele".

   Imbecis não enxergam que, pai e filho não são a mesma pessoa, o avô de Ryan disse, meu neto falava que queria ser "Marcha Soldado", ou seja, militar, o avô com certeza devia ser o ideal de Homem a ser seguido pelo Ryan.

   De quem foi a culpa?

   A culpa foi de quem atirou, a culpa é até do Usuário,Doente ou não, de drogas que financia, mas também de uma sociedade que se recusa a discutir liberação de alguns tipos de drogas, a droga proibida, faz com que pessoas comprem de forma ilegal as drogas e financiem os traficantes, na compra de armas e mais drogas. Essa mesma  Sociedade, nem pensa em proibir o Álcool, que mata tantos nas estradas, ruas, destrói famílias, acaba com a saúde e também causa assassinatos, por tanto, tão prejudiciais quanto as outras, mas, a Sociedade diz:

-"Na minha cerveja ninguém mexe!!!!!!"


    Dizer que, deviam ter reclamado com os traficantes, é no mínimo cinismo, muitos afirmam que moradores das Comunidades protegem bandidos. Com certeza alguém protege, afinal, os moradores de Comunidade são como qualquer pessoa na Sociedade, podem ou não, praticar a corrupção, mas, responde com sinceridade, se um cara com Fuzil e pistola chega na sua  casa, seja na favela ou no Asfalto, e diz:
-" Aí parça, guarda essa parada mim!!!", você vai dizer: "Saia da minha casa agora, eu vou chamar a polícia!!", se você disser que sim, é no mínimo um grande Mentiroso, os que fizeram foram traídos na denúncia, o instinto de sobrevivência fala mais alto.

    E para terminar haviam duas Manifestações, uma das pessoas que usavam a camiseta #SOMOS TODOS VÍTIMAS, com pessoas ordeiras, e outras com aproximadamente 100 pessoas, na maioria adolescentes, alguns protestando e outros querendo apenas depredar, por isso, não posso diminuir a dor de quem perdeu um filho.


   Quanto vale a vida de um ser Humano, no mundo em que vivemos depende de alguns adjetivos:

-É pobre?
-É famoso?
-Mora no asfalto, Condomínio de Luxo ou favela?
-É Mulher ou homem?
-É negro?

   Dependendo das avaliações, a sua morte vai valer menos, na nossa Sociedade, João Hélio que teve uma morte bárbara, e tão cruel quanto, é lembrado até hoje, Wesley que morreu com o lápis na mão dentro da escola, em Costa Barros, a maioria não lembra nem o nome. Será que a vida de Priscila Belfort vale mais que a das crianças?
    Mortes Violentas deveriam nos incomodar, Seja de um policial, uma Criança, uma mulher arrastada na rua, ou vamos esperar que chegue em nós. Loucos acham que pena de Morte e Armamento da população resolve, vejam os EUA, tem tudo isso e atiradores loucos, matam dezenas de uma vez, criminosos continuam atuando.
    

   Eu tive que descer do BRT, no meio da Manifestação, mas, não estava preocupado com a hora de chegar em casa, eu sabia que meu filho, de 4 anos e 7 meses, estaria em casa me esperando, pra me dar um abraço quando eu chegasse.

Era Uma Criança de Quatro Anos!!!