O ÓDIO E A IGNORÂNCIA UNIDOS PELA FALTA DE CARÁTER
Bolsonaro e suas Asneiras cheias de seguidores, na votação
do impeachment.
Ontem, ao abrir o face me deparei com uma publicação com relatos de
duas mulheres, professoras universitárias, brasileiras, como muitas de
vocês, contando com riqueza de detalhes os horrores experimentados por
seus corpos e suas almas em seções de torturas capitaneadas por um tal
de "Ustra" e sua honrada equipe, defensores da moral e bom costumes,
aplicando castigos, sim, apenas castigos.
Ao final da leitura, com um
sentimento sei lá de que, pois é, ainda temos estômago e míseras
gramas de dignidade, fui surpreendido com a pérola "levaram meus filhos
para presenciar esse horror, duas crianças, um menino de 5 anos e um
menininha de 4, assistindo seu pai e sua mãe ensanguentados, ele
pendurado em um pau de arara e ela em uma cadeira molhada de urina, paro
por aqui com o relato, já deu. Impossível não se comover com isso.
O
que os defensores dessas atrocidades irão dizer "eles eram criminosos,
sequestradores" ou "os fins justificam os meios", quem sabe outras
frases mais absurdas ainda. Ora, criminosos devem ser identificados,
julgados e condenados por leis estabelecidas pelas casas legislativas. Práticas como torturas, prisões arbitrárias, julgamentos sumários,
pedras de toque, típicos de um regime de exceção como vivíamos devem ser
observados com o olhar dos tempos de hoje, pelos cidadãos do hoje como a
mais perversa face de um passado obscuro e monstruoso.
É louvável a
população se levantar contra os desvios de governos, que eleitos foram
para salvaguardar nossos direitos, mas, que na verdade nós retornam
serviços públicos de uma qualidade ridícula, face a nossa imensa carga
tributária, uma das maiores do mundo. Pedir um fim a tudo isso é
legítimo, é palpável, mas, ocorre que esses nobres motivos não devem ser
maculados por pedidos irresponsáveis de retorno à tempos tão sombrios
como este sob pena de afundarmos de vez a esperança de um futuro mais
digno para as gerações vindouras. Então meus nobres amigos, se as suas
vozes são por transformações profundas na nossa sociedade, na postura
correta que os agentes estatais devem adotar na administração do negócio
público. Sim, eu consigo compreender o seu raciocínio. Agora, tais
vozes não deveriam fazer eco a outras embebidas em ódio, loucura e
doença mental. Diversos povos em diversos momentos históricos contaram
com a presença desses agentes do caos e seus argumentos nefastos. Não
precisamos experimentar o fel que gerações anteriores a nossa
experimentaram, saibamos ouvir mesmo que de longe os choros e os gemidos
dos "fantasmas".
Boa noite! Com carinho!
Marcelo dos Santos
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